
Mas se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos – Rm 7.25
Esperança e Paciência são duas qualidades que deveriam andar sempre juntas. Uma precisa da outra para conseguirem cumprir com êxito toda a jornada da vida cristã. O caminho pelo qual Deus leva seus filhos a andar precisa dessas duas virtudes aliadas. Não é possível desfrutar das promessas de Deus sem passar pelos testes da esperança e da paciência.
Se uma delas se for, a outra fica capenga e não consegue desempenhar bem suas funções. A esperança traz alegria e persistência à paciência.
A paciência traz disciplina e quietude à esperança. Existem muitas situações na vida que nos fazem perder ou a esperança ou a paciência. Às vezes, em casos extremos, pode-se perder ambas. Quando a paciência se vai, a esperança adoece (Pv 13.12). O coração sofre e os olhos ficam turvos. No seu lugar, aparece uma sensação de fracasso. De não conseguir percorrer todo o caminho até a faixa final da vitória; de “entregar os pontos”, ou de desistir daquilo que se esperava alcançar.
Se é a esperança que se vai, o mundo se torna cheio de ruídos. São “vozes” que trazem o fatalismo à existência. Uma sensação de que, “haja o que houver, nada vai mudar mesmo”. É triste quando a esperança se vai. Vão-se embora os sonhos, os objetivos e a vontade de permanecer lutando, seja qual for o desafio.
Muito mais do que ter alguma coisa ou alcançar um determinado objetivo, o maior desejo que qualquer cristão deveria ter é o de estar eternamente com Cristo.
Aquilo que seu coração mais quer, mostra “quem/o quê” está dominando sua vida. É muito importante identificar se seus desejos foram, de fato, dados por Deus. Se sim, mantenha a esperança de mãos dadas com a paciência e tenha foco. Se não, em outro post, será abordado como detectar e se livrar dos desejos enganosos.
Lembre-se que Deus é imensamente maior que qualquer ser humano ou problema. Ele não falha. Ele cumpre (a seu tempo), aquilo que prometeu. Mantenha sua esperança firme e persista, com ânimo, diante das derrotas ou dos desafios porque “a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10).
A paciência ensina como permanecer de forma alerta para não cair em ciladas de comodismo, e também de forma atenta o suficiente, para perceber que existem momentos na vida em que não devemos fazer mais nada, a não ser nos aquietar e deixar Deus agir. É muito difícil ficar quieto e em paz. A tendência humana é de sempre fazer alguma coisa, mas a paciência mostra que existem coisas que somente Deus faz.
Um dia depois do outro nunca é tempo demais pra quem espera nas firmes promessas de Deus. Prosseguir para o alvo só é possível com muita esperança e paciência. Que Deus nos mesmo ensine a viver com abundância dessas virtudes.
Natércia de Freitas Lemos

0 comentários:
Postar um comentário